Araçoiaba da Serra, situada a 18 quilômetros de Sorocaba, foi fundada em 14 de novembro de 1828, por Bernardino José de Barros e pelo padre Gaspar Antonio Malheiros.
Hoje, com uma população com um pouco mais de 24.000 habitantes, formada por um povo muito hospitaleiro, a cidade de Araçoiaba da Serra é a depositária de um dos melhores climas do país.
Sua população aumenta significativamente nos fins de semana, devido ao grande número de chácaras para o lazer, existentes no município, cujo nome original era Campo Largo de Sorocaba, alterado, em 1944 para Araçoiaba da Serra que em Tupi significa “Esconderijo do Sol”
Araçoiaba passou a ser conhecida por suas riquezas e belezas naturais, atraindo inúmeros visitantes á procura de descanso e lazer.
O crescimento agropecuário fez, também com que o comercio local se expandisse, formando um novo perfil.
Suas maiores atrações, além do clima e sua vista panorâmica, são as festas que acontecem no decorrer do ano e que imprimem um fascínio à parte, como a Abrilfest, Festa do Peão, Festa Juninas e da Padroeira do Município que conseguem atrair a cidade milhares de visitantes de todas as regiões do País.
A Praça dos Tropeiros foi construída em 2008, na gestão do prefeito João Franklin Pinto, em frente à atual prefeitura.
A palavra tropeiro é o termo usado para designar o transporte de gado; do Rio Grande do Sul, até Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, entre os séculos XVII e XVIII.
As descobertas de ouro e diamantes foram responsáveis por um grande afluxo populacional. Essa grande corrida em busca do “Eldorado” foi acompanhada por um grave problema: a falta de alimentos e gêneros agrícolas que ocasionaram crises na primeira década do século XVIII.
Essa necessidade foi suprida pelos tropeiros, que além de transportarem animais, alimentos e outros materiais de primeira necessidade e ainda serviram de mensageiros.
Essa Praça foi fornada para homenagear os tropeiros; pois, na feira de muares, em Sorocaba, os tropeiros não tinham espaço suficiente para o descanso dos animais. Então eles se dirigiam para Campo Largo (antigo nome de Araçoiaba da Serra), pois ela se localizava nas proximidades de Soracaba.
CASTELINHO DO PADRE PIERONI
Já serviu como cenário de filme para o cinema. Hoje está abandonado. Quem é que nunca sonhou em morar num castelo medieval? Esse também era o sonho do padre André Pieroni, que decidiu construir seu próprio castelo na cidade de Araçoiaba da Serra.
Sua arquitetura chama a atenção pela beleza e fidelidade de formas aos mais tradicionais castelos europeus. Edificado numa região pantanoso de Araçoiaba, o castelo se assemelha às seculares construções escocesas, em especial a ponte levadiça que da acesso ao portal de entrada. A neblina que predomina no inverno confere ao lugar em clima de “Lago Ness”. Um caminho de pedras no meio de um pomar leva o visitante às margens dos diversos lagos e, no meio de um deles, num aterro, está o castelo.
Portas em arcos, escadas, torres,salas, sacadas, e até mesmo um calabouço são algumas das atrações a serem conhecidas.
Construído com pedras d’água trazidas do morro Ipanema (Iperó) e esculpidas pelas próprias mãos do padre, para se chegar ao castelo – localizado na entrada da cidade – é preciso antes passar por um bosque, que dizem ser habitado por um duende.
Iniciada em 1961, a obra não foi concluída pelo padre Pieroni, que faleceu onze anos depois, sem ter concretizado seu grande desejo. Com a morte do padre, então dono do terreno e da construção, seus parentes herdaram o castelinho e demonstraram interesse em doá-lo à municipalidade. Apresenta-se como cartão-postal não oficial, uma vez que é reconhecido por todas as localidades como símbolo informal da cidade e encontra-se em local de extrema visibilidade.
Denominada Abrilfest, esta festa é realizada anualmente por meio do Fundo Social de Solidariedade do município, com o apoio da Prefeitura Municipal e de parceiros patrocinadores.
A Festa do Peão apresenta diversas opções de lazer, com a presença de barracas de exposições, rodeios, parque de diversões, shows com artistas regionais e famosos, barracas de comidas e baile típicos.
Esse evento consta do calendário de festividades da Secretária de Turismo do Estado de São Paulo e acontece sempre na primeira quinzena do mês de abril, figurando entre as 10 melhores Festas do Peão do Brasil.
Hoje, quem chega a Araçoiaba da Serra tem a sua atenção despertada para um imenso logo de águas tranqüilas, como a inspirar paz ao visitante. É o cartão de visitas da cidade e a grande atração turística do município.
FESTA JUNINA
Durante o mês de junho, realiza-se a Festa de São João Batista, o primeiro padroeiro da vila da “Fábrica Real de Ferro de Ipanema”.
Araçoiaba também de continuidade aos festejos em homenagem a esse santo, juntamente com os santos Antonio e Pedro, que são tradicionais nesse mês.
Os pontos altos da comemoração estão nos dias 23 e 24 onde os festejos começam com o hasteamento da bandeira de São João, na praça da matriz, às 18horas, seguido de missa e grande procissão pelas ruas da cidade. Após a comemoração religiosa, inicia-se a parte festiva com uma programação de shows, barracas típicas, leilões de prenda, etc.
No dia seguinte vem a parte de recreação infantil, com farta distribuição de doces, balas, etc, com brincadeiras de quebra pote, corrida de saco, pau de sebo, jogo da maçã, moeda na bacia e muitas outras, sempre no período da tarde.
Conta com vaga vegetação e é o lugar ideal para caminhadas, piqueniques e lazer. Acesso pela Rua Manuel Vieira, na entrada da cidade.
Ali, antigamente, segundo a narrativa de d. Maria Benedita do Carmo, uma negra velha, que a cidade conheceu como a Ditinha do João Arador, existia apenas um “reguinho e um tabuazal”. Era onde paravam as tropas que vinham desse sertão a fora, para depois tomarem o destino de Sorocaba e São Paulo.
Dona Dita falava das manadas de peru que vinham do mato, “assobiando e fazendo uma zoeira danada”, das boiadas que procediam do Mato Grosso ou das tropas de burros que vinham do Rio Grande do Sul, para serem vendidas em Sorocaba.
Ou, então, eram os rebanhos de carneiros, cabritos e porcos, que tomavam conta da antiga Rua das Tropas, hoje Rua 21 de abril.
“Quando a gente nem pensava, tava o berrante tocando lá no alto da cidade, anunciando a chegada da boiada de Mato Grosso. Era o aviso do meu afilhado, moço peão boiadeiro. Eu saía na porta, ele passava no meio daquele tropé, de chapéu na mão, gritando ‘bença madrinha’ e eu respondia: ‘Deus abençoe’. E a boiada passava, deixando aquele cheiro gostoso a rua”.
Dona Dita falava que as tropas e boiadas, que “vinham lá do mundo veio paravam ali para tomar água no córrego e ficavam descansando. Quantas vezes não fui lá com o meu veio, o João Arador, pra comprar burro xucro, pra domar e vender”.
Aos 83 anos, dona Benedita era uma mulher forte que ainda trabalhava, enfrentando os afazeres da casa e arrumando tempo para cuidar das suas plantas e pequena horta. “Mais moça, eu era uma mulher forte”, relembra satisfeita. “Eu chegava a oreiá um burro, torcê. Até ele botá a bunda no chão pro meu veio muntá e domá. Eu também muntava e nunca levei um tombo.”. em seguida, em tom de segredo e malícia, ela revela: “Mas eu tinha uma simpátia, ensinada por uma escrava veia e que me protegia. Antes de muntá, eu pegava a cabeça do burro, sem ninguém vê e passava treis veis em baixo do meu sovaco, daí eu muntava, o burro choramingava, choramingava, mas não veiacava”.
“Mas tudo isso acabou” suspira com tristeza dona Benedita Maria do Carmo.
“Não existe mais fartura de criação. Acabou-se o berrante, acabou-se a boiada, acabou-se o cheiro gostoso da rua”.
CASA DA FAMÍLIA CABRAL
O importante artístico solar foi destruído por um incêndio sem explicação, durante a madrugada de 16 de outubro de 1993.Era marco da arquitetura em estilo eclético com uma mistura das linhas neoclássico com barroco, localizado na área nobre da cidade; Rua 7 de setembro com a de Padre Gaspar Antonio Malheiros (antiga Travessa Bom Jesus) e a praça Coronel Almeida.
Construídas todas em tijolos de barro, produzida na olaria de Sr. Manoel Machado, avô dos atuais proprietários. O portal de entrada era de madeira “Cedro do Líbano” todo entalhado artisticamente tendo acima uma bandeira feita em ferro com detalhes em arabescos com toda graça 1903. Acima do portal detalhes esculturais de ramos de flores, uma carranca de um animal, na junção do telhado a escultura de um fruto o que parecia ser um abacaxi, não se sabendo o porquê desse enfeites na construção se eram apenas enfeites ou tinham algum significado.
As paredes externas tinham molduras e barrados artisticamente decorados em alto relevo e janelas emolduradas, no interior havia lustres cintilantes de cristal, paredes decoradas com pinturas elaboradas por pintor italiano.
O terreno ainda pertence aos descendentes da família Cabral. Mas o sinistro que determinou a destruição do prédio eliminou uma verdadeira relíquia do passado.
MUSEU DE ARAÇOIABA DA SERRA
A cidade oferece um museu no centro que é visitado por turistas e moradores, bem como o belíssimo lago na entrada da cidade e o portal que abriga exposições de arte e também é um centro de informações.
Homenageia com seu nome o autor, nascido em Sorocaba, região da qual fazemos parte. Lá são ministrados cursos de dança, arte, musica e artes marciais, todos gratuitos para adultos e crianças. No mês de dezembro há a Mostra Cultural, geralmente apresentada na Câmara Municipal de Araçoiaba da Serra, onde é demonstrado o aprendizado dos alunos, prestigiado pelos pais e amigos. Os muros que cercam a Oficina foram grafitados por artistas locais e da região em um evento que se realizou em 2008.
NATAL
É comemorado com a decoração dos postes desde a entrada da cidade, formados por esculturas confeccionadas em ferro e revestidas de luz, com flores gigantes, sinos, estrelas, cometas e Papai Noel, que dão charme à cidade.
CARNAVAL
No carnaval, a decoração é com grandes sois que circundam a praça central, incluindo o palco que é decorado com índios gigantes, firmando sempre a origem da cidade.
Essa foto do castelinho é minha. Favor retirar do blog
ResponderExcluirO texto "O Lago de Aracoiaba" e de autor conhecido, o jornalista Sérgio Coelho de Oliveira.Quando forem usar o texto de autoria de outro escritor, é prudente identificar a fonte. OBRIGADA
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